confraria do vinho francês
Vários leitores me falaram com admiração… que investiram numa bela adega de vinhos elétrica e se surpreendem por eu não fazer elogios a essa invenção. Devo dizer
que felizmente não é necessário sempre utilizar um compressor elétrico para refrigerar vinhos... O meu avô, por exemplo, para controlar a temperatura de fermentação (os primeiros
dias após a colheita) dos vinhos rosés, puxava água do poço com uma bomba elétrica a 12°, na sua vindima aproximando-se perigosamente dos 28°… fazia circular essa água dentro do
tanque por uma serpentina e regava também o tanque para resfriar as paredes…. Uma temperatura demasiadamente elevada na fermentação, mata os aromas mais delicados, esta é uma
das dificuldades em se ter êxito com um bom rosé…. Mas hoje, o termo regulação é " indispensável" e os climatizadores partem à conquista das adegas… mas é necessário
pensar no futuro do planeta…
Então voltemos às adegas elétricas, pelas mesmas razões, eu aconselho vocês aí no Brasil a ajustar a temperatura "o mais alto possível" …. diz-se que a regulagem em 16° ou 17° é
suficientemente boa… assim, quando tirar o vinho da adega, ele não estará demasiadamente frio para bebê-lo e desenvolverá efetivamente os aromas na sua taça… (sobretudo se fizer 34 ° do
lado de fora) assim você limitará o choque térmico… para os brancos que se bebem entre 7 e 10°, deixe-os por 20 minutos na geladeira assim que tirá-los da adega.
Resumindo: não siga à risca o que dizem sobre a temperatura ideal ser de 12° para conservar um vinho… Isto é válido na Europa com higrometrias de países "secos".
Conforme eu já disse anteriormente, o essencial é que a temperatura seja estável e em torno de... 16°. O vinho envelhecerá ligeiramente mais rápido que a 12 graus, mas
permanecerá bom e protegerá também o meio ambiente (o compressor quase não precisará funcionar durante o que vocês chamam de "inverno"!!!)
Ven 21 nov 2008
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