confraria do vinho francês
Ainda que o avião deles estivesse um pouco atrasado, fizemos com os nossos convidados brasileiros uma degustação de alto nível: 3 vinhos brancos e 3 vinhos tintos: um Bordeaux seco (Entre deuxs mers) 2007, um Pernand Vergellesses (Borgonha) 2003 e um vinho extremamente frutado, branco Loire (sauvignon) procedente da terra-mãe de Chenonceaux…. uma delícia…
O primeiro, bebido como aperitivo, extasiou a todos: seco, mas frutado, equilibrado, vibrante na boca, quase cantando, constantemente um sucesso… é um vinho que vai arrasar num país onde os frutos do mar são apreciados… O Borgonha branco, foi descrito como sendo de mais difícil acesso mas trazendo uma complexidade a princípio menos luminosa, menos dinâmica… pode ser que os seus 5 anos tenham atenuado ligeiramente a aspereza de seus aromas e sabores... mas os raros são brancos que apuram com mais de 5 anos….bebi em 1990 um Chateauneuf du Pape branco de 1947 e lá, com um vinho conservado numa adega excepcional (12° todo o ano e 90% de umidade constante) foi um momento inesquecível… mas voltando à nossa degustação…. O curto tempo de que dispunhamos, nos levou a apreciar o 3.o branco com a entrada: brochettes de coquilles Saint-Jacques com abacaxi fresco, uva branca fresca e damascos secos…. De um lado o brochette de presunto Parma, pancetta e ameixas…. E de outro, o frutado desse terceiro que seduziu todos os 10 convidados….
Toranja, laranja e tangerina… todos os cítricos se atropelam num conjunto acidulado de riqueza e complexidade que mistura também flores brancas (madressilva, lilás mas também ainda sabores e odores a descobrir… é essa sensação de descoberta inacabada que faz da degustação de um bom vinho, um grande momento na vida….restando uma parte do mistério… e continua...
Mar 13 jan 2009
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